segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Apostila 4 - 8a

Outubro chega ao fim,
Quando vejo que vou embora
de novo,

Mas sei que algo me espera por dentro daquele lugar,
e mal posso esperar pelo momento de sair daqui,
se um dia eu sair daqui ...

Nos meus sonhos consumidos, eu caio novamente.

O tempo que cai em minhas mãos,
Quer se esconder e ter certeza,
de que não será novamente.

Aqueles que estão por perto,
Não conhecem a preguiça-doente,
E as faces vermelhas e amistosas
nesta velha sala,
onde sou carbono .
Me fazem sentir como se estivesse por perto
do fim,
de novo...
de novo...

Outubro chega ao fim,
e no país tropical onde vivo,
nós esperamos o verão,
E observamos as flores,
nesse calor sufocante.

Porém o que sinto não corresponde
a nada...
nesse blues de verão...
de novo...

(@RezendeSza)

sábado, 18 de setembro de 2010

Rebel Without a Cause;



Quantas coisas aconteceram. Vocês não fazem nem ideia;



Eu nem sei como começar. Talvez eu nem queira contar tudo. Os momentos são tão aleatórios que achar um enlace para ligar tudo isso fica difícil.


E percebi que falar demais estraga. Tudo.


Acho incrível conhecer alguém que gosta de falar. E faz você ficar ouvindo o tempo todo e admirando o entusiasmo da pessoa ao contar as histórias. Isso quando a coisa toda é sincera. Admiro muito.


E quando eu disse que falar demais estraga, estava referindo a mim. Eu não sei manter uma boa conversa envolvente de modo a chamar atenção das pessoas. Eu gosto de compartilhar vivências, contando apenas o necessário. Mas não é sempre que isso acontece. Quando me empolgo, acabo falando demais da conta.


É isso que estraga. Se entregar ao momento. Se ver escravo da situação, perder o controle das emoções e ter os seus sentimentos nas mãos de outra pessoa. Vê-la entediada por eles e pensando em uma boa maneira de usar essas informações contra você em um futuro próximo.


O telefone tocou. Foi um dos dez minutos mais interessantes desse ano. Não imaginava a ligação e nem que iria durar tanto tempo. Falamos sobre assuntos que ninguém entende e que ninguém concorda e sempre dá em discussão. Só que dessa vez foi diferente. As ideias bateram, (talvez por influência de outras pessoas, mas enfim) a conversa entrosou.


Vendo por um lado otimista agora que tudo de ruim já passou, foi até bom ter passado o que eu passei. Experiências estão sempre ajudando o ser humano a crescer mentalmente e impedir que faça merdas como todas as que eu citei ou deixei de citar aqui. Mas que vocês fazem uma ideia.


Passei o meu negativismo pra outra pessoa, e espero que ela faça bem proveito disso. Sendo o expectador agora é muito mais divertido, principalmente por saber o que vai acontecer daqui em diante. É como se eu fosse um ex-big brother assistindo à uma temporada nova do reality show. Que coisa.


A foto é um símbolo de que tudo se resume a James Dean. Você não precisa de mais ninguém quando você é James Dean. Mas ser James Dean tem um preço muito alto: viver até os 24 anos. Vale a pena?


Você pode tentar então um pouco de Jerry Lee Lewis para balancear um pouco as coisas. De qualquer jeito, você nuca vai se sentir completamente satisfeito. Não até virar um astro do rock e ter 3 mulheres dormindo na mesma cama que você.



É foda.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Prefácio desse livro em branco

me disseram que é bom acreditar
em quem tem palavras boas pra contar
não é difícil acertar o caminho
quando se tem um futuro inteiro pra guiar sozinho

se for esse o melhor jeito
porque perdemos tanto tempo juntos?
seria fácil ter começado direito
para não terminarmos como se não tivéssemos assunto

grande chance, consegue sentir?
sem pressa, como foi até então;
deixamos para o ultimo minuto, é hora de partir
e caímos na solidão

é um tanto triste, ser diferente
ainda temos alguns dias, pense
e se perdemos,´o que resta é o obrigado
e não o insulto de quem é incapaz de resolver alguma coisa
mesmo não estando ao seu lado

li, há um tempo atrás o prefacio daquele último livro
terei de ler novamente, pergunto
pois lhe digo que não existe mais um fim, não existe nem um tudo
acabe com a angustia de quem ficou anos esperando a sensação
de contar como foram suas férias de verão

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Oitava Temporada



É estranho voltar à rotina depois de tanto tempo longe das coisas. Você não se sente mais intimo de nada e se acanha com todas as novidades que surgiram enquanto você esteve ausente.


Ficar sem escrever durante essas semanas me fez um mal. Acabei me afastando involuntariamente das palavras que agora, mas do que nunca, preciso delas. E parece que não estamos nos entendendo tão bem assim.


Fiquei parado por um mês, vendo o tempo passar tão rápido que nem parecia que eu estava de férias. Os meus amigos congelaram no tempo, ficaram apenas nas fotos. É claro que esse é o meu ponto de vista, portanto não se sinta ofendido.


Todo mundo indo pra fora do país, conhecendo o que esse mundo imenso tem de bom pra oferecer e eu aqui, achando que vou passar em um bom vestibular. Sorte a minha se conseguir chegar à segunda fase. Mas como bom corinthiano que sou, vai ser difícil chegar até a final. Muito mais ganhar a final.


A internet está cada vez mais acolhendo pessoas que se sentem oprimidas com o ritmo selvagem da vida real para que possam criar seus próprios mundos com seus próprios habitantes e fazendo destes os pequenos ratos de laboratório para cada opinião nova que lhe é destinada, ao que parece como lei.


Não me incluo nessa nova onda. Posso até fazer parte, mas não como meio de vida (ainda). O uso desse blog é mais para uma ferramenta de trabalho invisível que faço. E gosto dessa flexibilidade de poder escrever quando eu quero. Mas se for necessário ter de se adequar as regras para o bem da nação, diga a eles que eu o faço.


Parece falta de personalidade de minha parte, mas é assim que funciona. Estou sem tempo pra nada, então não irei me importar se me chamarem de old-school. A vida é muito mais que isso.


Enquanto tentam me difamar, eu estou aqui pensando em um jeito de continuar vivendo sob pressão e, ao mesmo tempo, querendo que essa última temporada acabe logo. Vida de vestibulando é foda. Acho melhor viver do rock ‘n roll.



Até Setembro =]

sexta-feira, 2 de julho de 2010

O Vôo da Fênix


Como é de praxe, vou escrever nesse momento tão triste e tentar passar para vocês, leitores, um pouco da minha dor e angustia de ter presenciado mais uma derrota histórica da seleção brasileira de futebol.

Eu nunca fui um fã penoso desse esporte, sempre torci na medida do possível. Mas posso garantir que quando chega a copa do mundo, meu mundo vibra. É difícil dizer, já que acompanhei apenas três e lembro bem só de duas.

Mas quando vejo uma nação dividida entre amargurosos que só queriam ver o técnico da seleção falhar e pseudo-patriotas que colocam a bandeirinha no carro, mas na hora do apito final há de arrancar fora, eu fico puto. Sério. Os verdadeiros brasileiros são poucos. Não estou dizendo que sou um deles, mas quantos são os que já escolheram outro time para torcer fielmente até o fim da copa como se nem tivessem o Brasil como favorito, a princípio? Será que esse sentimento é verdadeiro, é sincero? Infelizmente não.

E quando vejo uma Argentina jogando um bolão e com grandes chances de ganhar essa merda, eu fico puto. É como se eles representassem o Maradona obeso nas eliminatórias, com um futebol medíocre e a beira do limite físico, e que nessa copa conseguiram se recuperar, emagrecendo e voltando a jogar aquele futebol vistoso que todo mundo quer ver. Se o nosso técnico não teve o merecimento dessa conquista, não será este hermano que terá, assim espero.

A derrota na copa serve como um tiro no peito. É hora de deixar pra trás o que passou e dar vida a uma nova fase, um novo começo, uma nova preparação. Serão mais quatro anos, assim como todos outros, de tentativas, de erros, de acertos, de muito aprendizado que consequentemente geram muita mudança. É assim que deve ser. Saudosismo só nas coisas boas, por favor. Rumo ao hexa 2014!

‘’ Brasil, esquentai vossos pandeiros
Iluminai os terreiros que nós queremos sambar’’



http://www.youtube.com/watch?v=Mgtpp3Ux8as&feature=channel

sábado, 12 de junho de 2010

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Real Love



Não parei mais para escrever. Não escrevo como antes. Nada é como antes. As coisas mudam, as pessoas mudam. Boas lembranças ficam para trás e dão espaços a novas lembranças que ainda não aconteceram. Se for possível...


Sentindo muito cansaço de pessoas. Estou cansado de ver os mesmos rostos todos os dias, de contar as mesmas piadas, de se importar com os mesmos erros cometidos e que na verdade acabaram sendo nada de significante. De contar todas as cores presentes em meu mundo, todas as perguntas que faço com o mínimo de interesse, apenas para continuar vivendo e conversando. As palavras estão cada vez mais longe, mas preciso delas para continuar fingindo que me importo em descobrir respostas para tudo.


Pode parecer meio forçado, como sempre. Mas nada do que eu estiver sentindo pode ser forçado para mim mesmo. É aquilo e pronto. Um sentimento nunca nos dirá uma mentira, nem uma verdade. E se dissesse, eu não acreditaria.


Esse é o meu jeito de esconder o que realmente acontece. As palavras são ótimas, a melhor parceira. Aquela que possui diversos sentidos e que sempre terá um para cada indivíduo. Nem eu mesmo entendo o que escrevo. Se existe um jeito certo, como aquele em que ensinam no colégio, eu não acredito. Não seria tão simples, ou tão difícil de entender. E cada um tem um direito de escrever como acham que devem ser suas histórias. Veja que há uma linha tênue entre a gramática em si e o jeito como ela é apresentada. Deve ser por isso que muita gente não suporta ler um texto como esse.



E se precisasse dessas pessoas para continuar escrevendo, já teria parado à muito tempo. Eu busco sentimentos profundos, blues-de-fim-de-semana e faço disso uma estória de domingo à tarde, em dois violões (um desafinado) e conto para quem quiser ouvir a música perfeita que fizemos para esse momento tão lindo. x]



-E se existe música perfeita, como não pode existir um texto perfeito?



-É tudo questão de sentimento.



Se algum dia eu me vender, pode ter certeza que você verá inúmeras promoções nesse blog e posts a cada meia hora. Existe uma grande chance de eu ter milhões de seguidores, também. Como é bom ser bonito e famoso, dá uma charme a mais para essa paz privatizada que todos queremos. Como é bom ser o Homem de Ferro, ser inteligente e despretensioso. Give peace a chance!



E pra mim também.

domingo, 2 de maio de 2010

sexta-feira, 26 de março de 2010

Cavernoso

É como se eu estivesse em uma montanha russa, prestes a ter a sensação da queda. Temos o primeiro momento, da ascensão, estamos no topo do mundo. Analisamos todos lá em baixo, procuramos definir bem os rostos borrados, preparando nossa mira para acertar o primeiro que se dá o luxo de ser o nosso escolhido. Achamos que não tem ninguém melhor que nós, que todas as garotas nos acham atraente e que estão loucas para nos fazer uma declamação. É simples quando somos irresistíveis, torna as coisas tão mais fáceis.

-Não digo que sou, mas ao menos causei impacto. E não foi só em uma pessoa (não me orgulho disso), mas é sempre bom ser notado depois de tanto tempo preso no quarto, escrevendo textos para postar em blogs pseudo-filosóficos.

De repente, o carrinho começa a descer. Toda aquela euforia vai ficando pra trás deixando que o vento começe a devorar aqueles rostos cada vez mais borrados, causando um certo medo do tempo que parece passar tão rápido. Vontade de gritar ''por que isso está acontecendo comigo?'' – essas coisas deveriam acontecer com o vizinho, isso sim.

-Também não me orgulho de minhas escolhas. Eu, justo eu, que sempre fico em duvida sobre o que fazer, sobre ir ou ficar, estudar ou tocar(?), enfim.

E enfim, o carrinho pára. Não que eu esteja feliz por isso ter acabado, já que sempre fico com saudade das coisas que se vão, por mais inconvenientes que elas sejam. Pois é melhor ter alguém te cutucando a ter vinte dedos e não ter como cutucar alguém.

Escrever é como vomitar, pra mim. Depois do álcool, vem a leveza, a dor de cabeça. No dia seguinte, a ressaca está tão impregnada que faz você pensar ‘‘mano, o que foi que eu fiz?’’. Você fez merda, isso sim.

É como se estivesse em uma montanha russa, prestes a ter aquela sensação de subir. Temos o primeiro momento, do sonho, onde estamos em terra firme esperando que alguma hora iremos decolar. Analisando todos que estão na fila, esperando a sua vez e vendo que estão morrendo de inveja de que já está lá antes deles. Achamos que não tem ninguém melhor que nós, que todas as garotas nos acham atraente e que estão loucas para nos fazer uma declamação. É simples quando somos irresistíveis, torna as coisas tão mais fáceis.

A vida é uma montanha russa. Você sobe, desce e sempre vai parecer que não saiu do lugar.





‘‘Mas essa lua, esse conhaque. Botam a gente comovido como o diabo.’’



sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Jogo-Frio: Estaremos lá.





When you try your best, but you don't succeed,
When you get what you want, but not what you need
When you feel so tired, but you can't sleep
Stuck in reverse

And the tears come streaming down your face
When you lose something you can't replace
When you love someone, but it goes to waste
Could it be worse?

Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try, to fix you

And high up above or down below
When you're too in love to let it go
But if you never try, you'll never know
Just what you're worth.

Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try, to fix you.

Tears stream down your face,
When you lose something you cannot replace
Tears stream down your face
And I...

Tears stream down your face
I promise you I will learn from my mistakes
Tears stream down your face
And I...

Lights will guide to home
And ignite your bones
And I will try to fix you


Para aqueles que são sabem o que fazer. Que se sentem perdidos em seus próprios pensamentos, que pensam em desistir a qualquer momento, que ultrapassam barreiras antes inultrapassáveis, que visualizam o rosto do (a) ex-namorado (a) em qualquer pessoa, que sentem medo ao atravessar uma avenida movimentada. Que choram, que pecam, que pedem perdão. Que amam. Que se apaixonam em vão, que esperam ser correspondidos na mesma intensidade. Aqueles que esperam ansiosamente por um momento inesquecível, marcante. Que não contam pra onde vão, mas sempre querem saber aonde você vai. Que se sentem perdidos até dentro de casa, que não buscam superar seus próprios limites, que sentem medo. Que perdem, desabafam e esperam o dia começar novamente e viver tudo outra vez.



E as luzes te guiarão ao caminho para casa, eu vou tentar te consertar.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

2010.


Uma esperança. Uma mudança. ‘‘Sim, nós podemos’’.

E digo sim para todos aqueles que me disseram não. Eu digo ‘oi’ e você diz ‘até mais’. Não me importa o que você irá dizer. Desde que eu não te ouça.

Começando de um jeito amargo, já que o doce é bom guardar para outras ocasiões. É sempre bom saber em qual situação você irá usar qual. Pra mim, palavras e remorso andam juntas. Eu prefiro andar com um chocolate, mesmo repudiando ao extremo o seu sabor.

E se eu não tivesse essa ligação tão intensa com o chocolate, não teria como continuar escrevendo aqui. Estaria agora vendo algum documentário sobre o acasalamento dos animais no Animal Planet.

Eu troquei a manhã pela noite, e senti como é estar observando os detalhes quando todos estão dormindo e a quilômetros de distancia. É bem divertido.

O quão trágico nossa vida pode se tornar? Um dia você lava a louça e no outro procura os restos de pratos quebrados no chão de sua cozinha. Um dia você vai à praia e se queima devido à grande exposição solar e no outro, morre afogado. Consequências da chuva que insiste em cair diariamente. Situações que nos fazem pensar até quando vamos continuar ignorando a realidade para dar atenção aos atores de novela que estão apaixonados.

Uma mudança que pode ser constante (ou seja, sempre vai ser mudança) é o fato de duas pessoas estarem unidas por atração – seja ela física ou emocional – e que acabam se tornado uma por motivos não tão românticos. Exemplo de controle total sobre o outro eu tenho, mas prefiro não comentar. Até porque esse controle é ilusoriamente saudável, só falo dele quando o sonho cor-de-rosa termina (espero não falar dele então xD). Até lá, brinquem até alguém recomendar o filme ‘Scarface’ para vocês verem juntos e abraçados. Fuck.

As férias encerradas, pré-adolescência bem distante e o desejo de conhecer pessoas novas bem perto. Serão encontros marcados, reuniões atrasadas e festas sem hora para terminar. Isso é se não tiver ninguém para me assaltar na rua.
Otimismo funciona, mas não tão bem como o Pessimismo. Sem ele, o otimismo eventualmente não existiria. E se eu quero chegar ao otimismo, preciso passar por essa estrada que conheço como a palma da minha mão. A cada ano fica mais fácil de atravessar, uma vez que se conheçam os atalhos. E aos 17 anos, ela acaba se tornando apenas uma Avenida Goiás da vida.

Grande, mas não tortuosa.


Niquenique Babarucha pra vocês xD