domingo, 27 de outubro de 2013

I'm On a Boat.



Estive lá por certo tempo. Peguei minhas coisas e sumi no meio da imensidão azul. Estive sozinho, deixei tudo para trás para viver balançando, tendo que tomar cuidado pra não escorregar na água que passava por meus pés, querendo entrar no meu tênis para fazer um pouco de companhia para as minhas meias e me deixar um tanto incomodado com tudo isso.

Se eu tivesse que guiar o barco, estaria perdido. Eu nunca fiz isso, certamente todos se afogariam se eu tivesse no comando. Exigiu muito esforço de alguém que ainda soa na hora de limpar o quarto. A mala pareceu pequena na hora de colocar as roupas, isso só me fez ter certeza que sou um cara bem preguiçoso, mesmo. Vai ser difícil você me ver com bagagens na mão. Nem mochila levo mais na faculdade. Não sei como ainda fico em pé, no duro.

Mas a viagem, ao contrário do que se imagina, não foi para descansar ou aproveitar. Eu andei, corri, suei, pensei, gritei e parei. Dei risada. De toda essa agitação de todos os envolvidos. Todos procurando um bom motivo de estar fazendo aquilo tudo acontecer. Cada um teve o seu, que no final, acabou sendo um só. O de fazer acontecer, simplesmente.

E aconteceu. Só isso.

Estava tudo lá, as pessoas estavam lá. Teve dinheiro, muito dinheiro. Eu vi pouco, pra ser sincero. O que eu queria ver, mesmo, já estava bem na minha frente. Um horizonte infinito, com inúmeras possibilidades. A sensação de navegar sem ter medo da chuva, se sentindo forte o suficiente para aguentar a maré que tentava me jogar pra fora o tempo todo. Eu me segurei quando precisei. Mas também abri os braços e mostrei a minha força, a minha vontade de encarar o mundo do meu jeito, de voltar logo pra casa.


I've sailed the seas, fought my many demons
I've looked to gods in the skies
Had many storms, question my conviction
Gave armies reason to rise
Tend your light, 'cause on this night
I'll be coming home



Eu estava com saudades de você. E te ver foi a melhor recompensa. Mas isso deixa pra depois. Preciso contar direito.

domingo, 13 de outubro de 2013

It's like you are my mirror.



Uma semana confusa. Não entendi nada. Ainda bem que terminou bem, mas ainda não sei para onde estou indo. Mas que eu estou indo para algum lugar, estou.

A caminhada é longe. É como ir a pé do seu trabalho até a estação de metrô em uma sexta feira iluminada, com um monte de gente na rua, outros tantos olhares perdidos e passos apressados. O stress do dia anterior pareceu tão insignificante, mesmo tendo me sufocado a ponto de achar que meu futuro iria desmoronar em segundos. Mas, ele ficou de pé. Pelo menos por enquanto.

E foi nos amigos que eu consegui me apoiar para não cair. Eu poderia metaforizar agora, mas não existe melhor palavra que essa. Posso ter decepcionado uns, ajudado outros, mas se tiver alguns copos de cerveja e boas risadas na mesa, todo o resto é indiferente.

Até agora eu não estava entendendo muito bem do por que ter voltado com o blog. Eu sabia que tinha um motivo, mas não queria admitir qual era. Percebo, agora, que estas linhas possuem um amor ainda escondido entre elas mesmas. Você entende o que eu quero dizer, certo?

E é muito cedo da minha parte dizer amor? Qualquer sentimento de afeto, para mim, pode ser amor. O que muda é a intensidade, essa sim que devemos ficar de olho. O natural é que essa aumente com o tempo, mas não é regra. Eu sinto que ela está parada, ou pelo menos andando bem devagar. Não posso fazer nada a respeito, apenas continuar escrevendo e ver se esse amor aparece de vez.

Não tenha medo de amar, de se entregar. Fale o que pensa, isso pode fazer um bem danado pra você. Não esconda nada, compartilhe situações e emoções. Parece um parágrafo de autoajuda, mas é isso mesmo. Quando eu precisei, eu desabafei e contei tudo para você. Isso me ajudou bastante.

E quando você menos esperava, eu fui sincero e isso tirou um peso das minhas costas. Eu abri um sorriso sem querer, no meio do café da manhã, quando a dor de cabeça ainda não tinha passado. E esse riso sem som me fez ver onde eu estava indo. Eu disse lá em cima, que não sabia. Mas não seria de todo mal se esse lugar for onde você está agora.

Just put your hand on the glass
I'll be tryin' to pull you through
You just gotta be strong.

domingo, 6 de outubro de 2013

New


Don’t look at me, its way too soon to see what is going to be. Como eu deveria saber, as pessoas vem me falando isso com certa frequência. E porque não dizer o mesmo para elas?

O tempo é um troço precioso. Passa rápido demais. Quando vemos, já acabamos aquilo que mal começamos. Não da para contar as inúmeras vezes que isso aconteceu comigo. Fico um pouco frustrado com essa coisa toda de tempo. De verdade.

Mas, eu preciso admitir que é preciso esperar. Acho justo pensar ao contrário, mas a verdade é essa. Precisamos ir por etapas. A vida é assim. A gente nasce, vive e morre. Não tem segredo.

Tentando ser o mais breve possível, pois não quero me aprofundar nesse assunto que me deprime sempre que penso muito sobre ele. Mas precisava colocar isso a limpo, de qualquer jeito.

As coisas estão acontecendo e preciso tomar muito cuidado para não fazer besteira. Se as pessoas vierem, eu preciso fazer com que elas fiquem. Se eu precisar ir embora, terei de convencê-las a me esperar, pois eu vou voltar. E se elas precisarem ir tenho de ter paciência e acreditar que as verei de novo em algum momento.

E enquanto eu espero, eu vou vivendo. Da pra fazer os dois, sim. Na verdade, a gente tem que viver enquanto espera e não esperar enquanto vivemos. Percebe a diferença?

Just in time, while I was searching for a rhyme you came along. Then we were new.


É empolgante quando isso acontece. Nesses casos a gente tem que segurar forte, pra não escapar. Vale a pena o esforço. E a espera.

sábado, 28 de setembro de 2013

For the longest time.


Fico surpreso como as coisas vão acontecendo de tal forma, que de algum jeito você acaba voltando para o mesmo lugar que um dia você sempre quis sair.
Eu não considero isso uma coisa ruim, não. Depende muito. Em cada época de sua vida você tem uma certa visão, que você julga certa. Mas na verdade, está tudo errado. O que você quer é se sentir bem, apenas. Mesmo estando errado.
Um hiato de mais de um ano sem escrever, nem uma linha sequer. Hoje vejo esse blog como um espaço para sentimentos adolescentes que me transformaram na pessoa que sou hoje. Precisei passar por tudo isso, ao que parece ser o único jeito de ter aprendido a lição. Mas fico feliz que tudo passou, e que aprendi com tudo. Mas será que aprendi, mesmo?
O mundo ficou tão moderno desde a última vez que estive aqui, são tantas novidades, tanta coisa que aconteceu que dá vontade de olhar pra trás e contar tudo com detalhes. Mas não quero fazer isso, estou aqui por um motivo novo e é dele que eu quero contar.
De agora em diante, sem passado no meu presente. É o futuro que vai dar a mão para o meu dia a dia. Coisas que acontecem e que irão acontecer serão prioridades. Esperança é a palavra de ordem. Ela que vai me guiar nas minhas decisões e nas minhas ousadias – estas, que continuam as mesmas.

Mas o lugar que eu sempre quis sair, como eu disse, não existe mais. Estou construindo um lugar novo, um pouco mais aconchegante. Eu só espero que tudo dê certo dessa vez e que eu não precise ficar mais um ano sem escrever. E não digo isso só para os textos e sim para as promessas que tenho pendentes comigo, que quero que virem verdade. Dessa vez, vou acreditar nela. Você me ajuda?